Acidente de trabalho e INSS no Brasil
| Norma | Lei 8.213/91 (Planos de Benefícios da Previdência Social) |
| Prazo para abrir a CAT | 1 dia útil após o acidente (imediato em caso de óbito) |
| Benefício por afastamento | Auxílio-doença acidentário (código B91), após 15 dias de afastamento |
| Estabilidade após retorno | 12 meses (art. 118, Lei 8.213/91) |
| Financiamento | SAT/RAT — contribuição patronal ao INSS, variável por grau de risco |
O que é considerado acidente de trabalho no Brasil?
É o evento que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
O acidente de trajeto (in itinere) é considerado acidente de trabalho?
Sim, o acidente sofrido no percurso da residência para o trabalho ou vice-versa é equiparado a acidente de trabalho para todos os efeitos legais.
O que é doença ocupacional?
É a doença produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade, equiparada a acidente de trabalho para fins de benefícios previdenciários.
Quem é responsável por comunicar o acidente de trabalho?
É obrigação da empresa comunicar o acidente através da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), mas o próprio trabalhador, seus dependentes, o sindicato ou o médico assistente também podem fazê-lo caso a empresa não cumpra essa obrigação.
O que é a CAT?
É o documento pelo qual o acidente de trabalho é formalmente comunicado ao INSS, essencial para o reconhecimento do acidente e a concessão dos benefícios correspondentes.
Qual o prazo para emitir a CAT?
Até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência do acidente, e imediatamente em caso de morte.
O que acontece se a empresa não emitir a CAT no prazo?
A empresa fica sujeita a multa administrativa, sem prejuízo de o trabalhador, seus dependentes, o sindicato ou a autoridade pública poderem emitir a comunicação diretamente ao INSS.
A CAT pode ser anexada diretamente ao requerimento do auxílio-doença acidentário?
Sim, o INSS já permite que a CAT seja anexada diretamente no requerimento do benefício, agilizando o processo de reconhecimento do acidente.
O que é o auxílio-doença acidentário?
É o benefício pago pelo INSS ao trabalhador temporariamente incapacitado para suas atividades habituais em razão de acidente de trabalho, acidente de trajeto ou doença ocupacional, identificado pelo código B91.
A partir de quando o trabalhador recebe o auxílio-doença acidentário?
Após afastamento superior a 15 dias consecutivos; nos primeiros 15 dias, a remuneração é de responsabilidade da própria empresa.
Qual a diferença entre auxílio-doença comum e auxílio-doença acidentário?
O acidentário (B91) decorre de acidente de trabalho, de trajeto ou doença ocupacional, e gera direitos adicionais (como a estabilidade de 12 meses e o depósito do FGTS durante o afastamento) que o auxílio-doença comum (B31) não gera.
A empresa deve continuar depositando o FGTS durante o auxílio-doença acidentário?
Sim, ao contrário do auxílio-doença comum, no acidentário a empresa é obrigada a continuar depositando o FGTS do trabalhador durante todo o período de afastamento.
Quanto tempo dura a estabilidade após um acidente de trabalho?
12 meses, contados a partir da cessação do auxílio-doença acidentário, conforme o art. 118 da Lei 8.213/91.
A estabilidade se aplica mesmo que o afastamento tenha sido curto?
A estabilidade de 12 meses está condicionada, em regra, ao afastamento superior a 15 dias com concessão do auxílio-doença acidentário pelo INSS; afastamentos mais curtos podem não gerar esse direito específico.
A empresa pode demitir o trabalhador durante o período de estabilidade acidentária?
Em regra não, salvo por justa causa; uma demissão sem justa causa durante esse período pode ser revertida judicialmente, com direito à reintegração ou indenização correspondente ao período de estabilidade.
O que acontece se o trabalhador for demitido sem saber que tinha direito à estabilidade?
Pode buscar reconhecimento judicial do direito à estabilidade e pleitear a reintegração ou a indenização substitutiva pelo período de estabilidade não respeitado.
O que é o SAT/RAT?
É o Seguro Acidente de Trabalho / Risco Ambiental do Trabalho, uma contribuição previdenciária patronal que financia os benefícios do INSS relacionados a acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.
Como é calculada a alíquota do SAT/RAT?
Varia conforme o grau de risco da atividade preponderante da empresa (leve, médio ou grave), podendo ainda ser ajustada pelo Fator Acidentário de Prevenção (FAP) conforme o histórico de sinistralidade de cada empresa.
O que é o Fator Acidentário de Prevenção (FAP)?
É um multiplicador aplicado sobre a alíquota do SAT/RAT que pode reduzir ou aumentar a contribuição da empresa conforme seu desempenho em prevenção de acidentes comparado a outras empresas do mesmo setor.
Quais outras obrigações de segurança do trabalho tem o empregador no Brasil?
Deve cumprir as Normas Regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho, fornecer equipamentos de proteção individual (EPIs), manter a CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) quando exigido, e realizar exames médicos ocupacionais periódicos.
Trabalhadores terceirizados têm os mesmos direitos em caso de acidente de trabalho?
Sim, a empresa contratante do trabalhador terceirizado é responsável por sua cobertura e pode haver responsabilidade subsidiária da empresa tomadora dos serviços quanto às condições de segurança do trabalho.
O que acontece se o acidente ocorrer durante o teletrabalho?
Pode ser reconhecido como acidente de trabalho se ocorrer durante a jornada e em razão da atividade exercida, aplicando-se as mesmas regras de comunicação e benefícios do trabalho presencial.
Trabalhadores rurais têm cobertura de acidente de trabalho equivalente?
Sim, o segurado especial rural e o empregado rural têm direito aos mesmos benefícios previdenciários relacionados a acidente de trabalho, com as particularidades de enquadramento previstas na legislação previdenciária.
O empregado doméstico tem direito ao seguro de acidente de trabalho?
Sim, desde a Emenda Constitucional 72/2013 e a Lei Complementar 150/2015, o empregado doméstico tem direito ao FGTS obrigatório e ao seguro contra acidentes de trabalho, com contribuição específica a cargo do empregador.
O trabalhador pode processar a empresa por danos morais e materiais além do benefício do INSS?
Sim, se ficar comprovada culpa ou dolo da empresa no acidente, o trabalhador pode buscar indenização por danos morais e materiais na Justiça do Trabalho, cumulativamente com os benefícios previdenciários do INSS.
O que é a reabilitação profissional do INSS?
É o processo pelo qual o INSS orienta e acompanha a reintegração do trabalhador que sofreu redução de capacidade laboral, podendo incluir treinamento para nova função compatível com sua condição.
O que acontece se o acidente causar incapacidade permanente?
O trabalhador pode ter direito à aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez) ou ao auxílio-acidente, dependendo do grau de redução da capacidade laboral reconhecido pela perícia do INSS.
O que é o auxílio-acidente?
É um benefício indenizatório pago ao trabalhador que, após consolidação das lesões decorrentes de acidente de trabalho, fica com sequela permanente que reduz sua capacidade de trabalho, mesmo continuando a exercer atividade laboral.
Empresas devem ter Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA)?
Empresas que se enquadram nos critérios de grau de risco e número de empregados definidos pela NR-5 devem constituir a CIPA, com representantes do empregador e dos empregados.
O que deve fazer o RH ao tomar conhecimento de um acidente de trabalho?
Prestar o socorro necessário, emitir a CAT dentro do prazo legal, orientar o trabalhador sobre o acesso aos benefícios do INSS, e documentar todo o processo para eventual fiscalização ou disputa judicial futura.
Onde consultar informações oficiais sobre acidente de trabalho e INSS?
No site do INSS (gov.br/inss) e no Ministério do Trabalho e Emprego, que publicam a legislação vigente, formulários e orientações sobre o processo de comunicação e concessão de benefícios.
Qual recomendação geral se aplica a um trabalhador vítima de acidente de trabalho no Brasil?
Buscar atendimento médico imediato, garantir que a CAT seja emitida dentro do prazo, e guardar toda a documentação médica para facilitar o reconhecimento do benefício e da estabilidade correspondente.
Qual recomendação geral se aplica a uma empresa brasileira quanto à prevenção de acidentes?
Investir em prevenção conforme as Normas Regulamentadoras aplicáveis, manter a CIPA ativa quando exigido, e gerenciar ativamente o Fator Acidentário de Prevenção (FAP) para reduzir custos e riscos de longo prazo.
O que são as Normas Regulamentadoras (NRs)?
São normas do Ministério do Trabalho e Emprego que estabelecem requisitos técnicos e legais de segurança e saúde no trabalho, aplicáveis conforme a atividade e o setor da empresa.
O que é a NR-1 e como ela mudou recentemente?
É a norma que estabelece disposições gerais sobre gestão de segurança e saúde no trabalho, atualizada para incluir expressamente o gerenciamento de riscos psicossociais (como assédio moral e sexual) como parte do Programa de Gerenciamento de Riscos das empresas.
Quem fiscaliza o cumprimento das normas de segurança do trabalho no Brasil?
A fiscalização é feita pelos Auditores-Fiscais do Trabalho, vinculados ao Ministério do Trabalho e Emprego, que podem autuar empresas por descumprimento das Normas Regulamentadoras.
O trabalhador pode se recusar a executar uma tarefa insegura no Brasil?
Sim, o trabalhador tem direito de recusar-se a executar atividades que representem risco grave e iminente à sua vida ou saúde, sem que isso configure falta ao trabalho.
O que é o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)?
É o documento exigido pela NR-1 que consolida a identificação de perigos, avaliação de riscos e as medidas de prevenção e controle adotadas pela empresa, incluindo desde 2022 os riscos psicossociais.
Qual a responsabilidade da empresa principal em caso de terceirização?
A empresa contratante tem responsabilidade subsidiária pelas condições de segurança do trabalho dos terceirizados que atuam em suas instalações, devendo fiscalizar o cumprimento das normas pela contratada.
O que acontece se uma doença preexistente se agravar por causa do trabalho?
Pode ser reconhecida como doença ocupacional se houver nexo causal comprovado entre as condições de trabalho e o agravamento, avaliado pela perícia médica do INSS.
Existem normas especiais para atividades de alto risco, como mineração e construção civil?
Sim, Normas Regulamentadoras específicas (como a NR-18 para construção civil e a NR-22 para mineração) complementam as disposições gerais de segurança do trabalho para essas atividades de maior risco.
Trabalhadores menores de idade têm proteções especiais de segurança no Brasil?
Sim, é vedado o trabalho de menores de 18 anos em atividades insalubres, perigosas ou noturnas, com proteções reforçadas previstas na CLT e no Estatuto da Criança e do Adolescente.
O que é a reintegração de um trabalhador após o período de estabilidade acidentária?
É o retorno efetivo do trabalhador às suas funções (ou função compatível, se houve redução de capacidade) após o período de afastamento e estabilidade, com acompanhamento do RH quanto às condições de trabalho adequadas.
O que deve saber o RH sobre o SAT/RAT e o FAP para reduzir custos?
Deve monitorar ativamente os indicadores de sinistralidade da empresa, já que um bom desempenho no FAP reduz a alíquota do SAT/RAT, gerando economia direta nas contribuições previdenciárias patronais.
Onde uma empresa pode obter orientação sobre a abertura correta de uma CAT?
No site do INSS (gov.br/inss), que disponibiliza o formulário eletrônico da CAT e orientações detalhadas sobre prazos e procedimentos.
Qual a diferença entre incapacidade temporária e incapacidade permanente para fins de benefício acidentário?
A incapacidade temporária gera o auxílio-doença acidentário (B91), enquanto a incapacidade permanente, avaliada pela perícia do INSS, pode gerar aposentadoria por incapacidade permanente ou auxílio-acidente, dependendo do grau da sequela.
O acidente de trabalho afeta o cálculo do FGTS do trabalhador?
Não reduz o saldo já depositado, e durante o afastamento por auxílio-doença acidentário a empresa continua obrigada a depositar o FGTS normalmente, ao contrário do que ocorre no afastamento por auxílio-doença comum.
Qual a importância dos exames médicos ocupacionais periódicos na prevenção de acidentes?
Permitem identificar precocemente condições de saúde relacionadas ao trabalho, sendo uma obrigação do empregador conforme o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) exigido pela NR-7.
O que é o PCMSO?
É o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, exigido pela NR-7, que estabelece a realização de exames médicos admissionais, periódicos, de retorno ao trabalho, de mudança de função e demissionais.
Um trabalhador afastado por acidente de trabalho pode ser demitido durante o afastamento?
Não, o contrato de trabalho fica suspenso durante o recebimento do auxílio-doença acidentário, sendo vedada a dispensa sem justa causa nesse período e nos 12 meses seguintes ao retorno.
Accidentes de trabajo e INSS en Brasil
| Norma | Ley 8.213/91 (Planes de Beneficios de la Previsión Social) |
| Plazo para presentar la CAT | 1 día hábil después del accidente (inmediato en caso de muerte) |
| Prestación por licencia | Auxílio-doença acidentário (código B91), a partir de los 15 días de licencia |
| Estabilidad al regresar | 12 meses (art. 118, Ley 8.213/91) |
| Financiamiento | SAT/RAT — aporte patronal al INSS, variable según el grado de riesgo |
¿Qué se considera accidente de trabajo en Brasil?
Es el hecho que ocurre por el ejercicio del trabajo al servicio de la empresa y provoca una lesión corporal o una alteración funcional que causa la muerte o la pérdida o reducción, permanente o temporal, de la capacidad de trabajo.
¿El accidente in itinere (en el trayecto) se considera accidente de trabajo?
Sí, el accidente sufrido en el trayecto entre el domicilio y el trabajo, o a la inversa, se equipara al accidente de trabajo a todos los efectos legales.
¿Qué es una enfermedad profesional?
Es la enfermedad producida o desencadenada por el ejercicio del trabajo propio de una actividad determinada, equiparada al accidente de trabajo a los efectos de las prestaciones previsionales.
¿Quién debe comunicar el accidente de trabajo?
Es obligación de la empresa comunicarlo mediante la CAT (Comunicación de Accidente de Trabajo), pero también pueden hacerlo el propio trabajador, sus familiares a cargo, el sindicato o el médico que lo atiende si la empresa no cumple.
¿Qué es la CAT?
Es el documento con el que se comunica formalmente el accidente de trabajo al INSS, indispensable para su reconocimiento y para otorgar las prestaciones que correspondan.
¿Cuál es el plazo para emitir la CAT?
Hasta el primer día hábil siguiente al accidente, e inmediatamente en caso de muerte.
¿Qué pasa si la empresa no emite la CAT en plazo?
La empresa queda expuesta a una multa administrativa, y el trabajador, sus familiares a cargo, el sindicato o la autoridad pública pueden presentar la comunicación directamente ante el INSS.
¿La CAT puede adjuntarse directamente al pedido del auxílio-doença acidentário?
Sí, el INSS ya permite adjuntar la CAT directamente en la solicitud de la prestación, lo que agiliza el reconocimiento del accidente.
¿Qué es el auxílio-doença acidentário?
Es la prestación que paga el INSS al trabajador temporalmente incapacitado para sus tareas habituales por un accidente de trabajo, un accidente in itinere o una enfermedad profesional, identificada con el código B91.
¿Desde cuándo cobra el trabajador el auxílio-doença acidentário?
Después de una licencia de más de 15 días consecutivos; los primeros 15 días los paga la propia empresa.
¿Qué diferencia hay entre el auxílio-doença común y el acidentário?
El acidentário (B91) surge de un accidente de trabajo, in itinere o de una enfermedad profesional, y genera derechos adicionales (como la estabilidad de 12 meses y el depósito del FGTS durante la licencia) que el auxílio-doença común (B31) no otorga.
¿La empresa debe seguir depositando el FGTS durante el auxílio-doença acidentário?
Sí; a diferencia del auxílio-doença común, en el acidentário la empresa está obligada a seguir depositando el FGTS del trabajador durante toda la licencia.
¿Cuánto dura la estabilidad después de un accidente de trabajo?
12 meses, contados desde que termina el auxílio-doença acidentário, según el art. 118 de la Ley 8.213/91.
¿La estabilidad corre aunque la licencia haya sido corta?
Como regla, la estabilidad de 12 meses depende de una licencia de más de 15 días con otorgamiento del auxílio-doença acidentário por el INSS; las licencias más cortas pueden no generar este derecho específico.
¿La empresa puede despedir al trabajador durante la estabilidad por accidente?
Como regla, no, salvo por justa causa; un despido sin justa causa en ese período puede revertirse judicialmente, con derecho a la reincorporación o a una indemnización equivalente al período de estabilidad.
¿Qué pasa si el trabajador fue despedido sin saber que tenía derecho a la estabilidad?
Puede pedir el reconocimiento judicial de la estabilidad y reclamar la reincorporación o la indemnización sustitutiva por el período no respetado.
¿Qué es el SAT/RAT?
Es el Seguro de Accidente de Trabajo / Riesgo Ambiental del Trabajo, un aporte previsional patronal que financia las prestaciones del INSS vinculadas a accidentes de trabajo y enfermedades profesionales.
¿Cómo se calcula la alícuota del SAT/RAT?
Varía según el grado de riesgo de la actividad principal de la empresa (leve, medio o grave) y puede ajustarse con el Factor Accidentario de Prevención (FAP) según el historial de siniestralidad de cada empresa.
¿Qué es el Factor Accidentario de Prevención (FAP)?
Es un multiplicador que se aplica sobre la alícuota del SAT/RAT y puede bajar o subir el aporte de la empresa según su desempeño en prevención frente a otras empresas del mismo sector.
¿Qué otras obligaciones de seguridad laboral tiene el empleador en Brasil?
Debe cumplir las Normas Regulamentadoras (NR) del Ministerio de Trabajo, entregar equipos de protección personal (EPI), mantener la CIPA (Comisión Interna de Prevención de Accidentes) cuando corresponde y realizar exámenes médicos ocupacionales periódicos.
¿Los trabajadores tercerizados tienen los mismos derechos ante un accidente de trabajo?
Sí; la empresa que contrata al trabajador tercerizado es responsable de su cobertura, y la empresa usuaria de los servicios puede tener responsabilidad subsidiaria por las condiciones de seguridad.
¿Qué pasa si el accidente ocurre durante el teletrabajo?
Puede reconocerse como accidente de trabajo si ocurre durante la jornada y a causa de la actividad, con las mismas reglas de comunicación y prestaciones que el trabajo presencial.
¿Los trabajadores rurales tienen una cobertura equivalente por accidente de trabajo?
Sí, el asegurado especial rural y el empleado rural tienen derecho a las mismas prestaciones previsionales por accidente de trabajo, con las particularidades de encuadre que fija la legislación previsional.
¿El empleado doméstico tiene derecho al seguro de accidentes de trabajo?
Sí; desde la Enmienda Constitucional 72/2013 y la Ley Complementaria 150/2015, el empleado doméstico tiene derecho al FGTS obligatorio y al seguro de accidentes de trabajo, con un aporte específico a cargo del empleador.
¿El trabajador puede demandar a la empresa por daño moral y material además de cobrar la prestación del INSS?
Sí; si se prueba culpa o dolo de la empresa en el accidente, puede reclamar daño moral y material ante la Justicia del Trabajo, además de las prestaciones del INSS.
¿Qué es la rehabilitación profesional del INSS?
Es el proceso con el que el INSS orienta y acompaña la reinserción del trabajador que sufrió una reducción de su capacidad laboral, y puede incluir capacitación para una nueva tarea compatible con su condición.
¿Qué pasa si el accidente causa una incapacidad permanente?
El trabajador puede tener derecho a la jubilación por incapacidad permanente (antes llamada jubilación por invalidez) o al auxílio-acidente, según el grado de reducción de la capacidad laboral que reconozca la pericia del INSS.
¿Qué es el auxílio-acidente?
Es una prestación indemnizatoria que se paga al trabajador que, tras la consolidación de las lesiones de un accidente de trabajo, queda con una secuela permanente que reduce su capacidad de trabajo, aunque siga trabajando.
¿Las empresas deben tener una Comisión Interna de Prevención de Accidentes (CIPA)?
Las empresas que encuadran en los criterios de grado de riesgo y cantidad de empleados de la NR-5 deben constituir la CIPA, con representantes del empleador y de los empleados.
¿Qué debe hacer RR. HH. al enterarse de un accidente de trabajo?
Asegurar la atención necesaria, emitir la CAT en el plazo legal, orientar al trabajador sobre el acceso a las prestaciones del INSS y documentar todo el proceso ante una eventual inspección o juicio.
¿Dónde consultar información oficial sobre accidentes de trabajo y el INSS?
En el sitio del INSS (gov.br/inss) y en el Ministerio de Trabajo y Empleo, que publican la legislación vigente, formularios y guías sobre la comunicación y el otorgamiento de prestaciones.
¿Qué recomendación general vale para un trabajador accidentado en Brasil?
Buscar atención médica de inmediato, asegurarse de que la CAT se emita en plazo y guardar toda la documentación médica para facilitar el reconocimiento de la prestación y de la estabilidad.
¿Qué recomendación general vale para una empresa brasileña en materia de prevención?
Invertir en prevención según las Normas Regulamentadoras aplicables, mantener activa la CIPA cuando corresponde y gestionar el Factor Accidentario de Prevención (FAP) para bajar costos y riesgos a largo plazo.
¿Qué son las Normas Regulamentadoras (NR)?
Son normas del Ministerio de Trabajo y Empleo que fijan requisitos técnicos y legales de seguridad y salud en el trabajo, según la actividad y el sector de la empresa.
¿Qué es la NR-1 y cómo cambió recientemente?
Es la norma de disposiciones generales sobre gestión de seguridad y salud en el trabajo, actualizada para incluir expresamente la gestión de los riesgos psicosociales (como el acoso moral y sexual) dentro del Programa de Gestión de Riesgos de las empresas.
¿Quién controla el cumplimiento de las normas de seguridad laboral en Brasil?
Los Auditores Fiscales del Trabajo, que dependen del Ministerio de Trabajo y Empleo y pueden sancionar a las empresas que incumplen las Normas Regulamentadoras.
¿El trabajador puede negarse a realizar una tarea insegura en Brasil?
Sí, tiene derecho a negarse a realizar actividades que representen un riesgo grave e inminente para su vida o su salud, sin que eso se considere una falta.
¿Qué es el Programa de Gestión de Riesgos (PGR)?
Es el documento que exige la NR-1 y que reúne la identificación de peligros, la evaluación de riesgos y las medidas de prevención y control de la empresa, incluidos desde 2022 los riesgos psicosociales.
¿Qué responsabilidad tiene la empresa principal cuando terceriza?
La empresa contratante tiene responsabilidad subsidiaria por las condiciones de seguridad de los tercerizados que trabajan en sus instalaciones y debe controlar que la contratista cumpla las normas.
¿Qué pasa si una enfermedad previa se agrava por el trabajo?
Puede reconocerse como enfermedad profesional si se prueba el nexo causal entre las condiciones de trabajo y el agravamiento, según la evaluación de la pericia médica del INSS.
¿Hay normas especiales para actividades de alto riesgo, como minería y construcción?
Sí; Normas Regulamentadoras específicas (como la NR-18 para la construcción y la NR-22 para la minería) complementan las disposiciones generales de seguridad para esas actividades.
¿Los trabajadores menores de edad tienen protecciones especiales de seguridad en Brasil?
Sí; está prohibido el trabajo de menores de 18 años en tareas insalubres, peligrosas o nocturnas, con protecciones reforzadas en la CLT y en el Estatuto del Niño y del Adolescente.
¿Qué es la reincorporación del trabajador después de la estabilidad por accidente?
Es el regreso efectivo a sus tareas (o a una tarea compatible, si hubo reducción de capacidad) después de la licencia y la estabilidad, con seguimiento de RR. HH. sobre condiciones de trabajo adecuadas.
¿Qué debe saber RR. HH. sobre el SAT/RAT y el FAP para bajar costos?
Debe seguir de cerca los indicadores de siniestralidad de la empresa, porque un buen resultado en el FAP reduce la alícuota del SAT/RAT y genera un ahorro directo en los aportes patronales.
¿Dónde puede orientarse una empresa para presentar correctamente una CAT?
En el sitio del INSS (gov.br/inss), que ofrece el formulario electrónico de la CAT y guías detalladas sobre plazos y procedimientos.
¿Qué diferencia hay entre incapacidad temporal y permanente a los efectos de la prestación por accidente?
La incapacidad temporal da lugar al auxílio-doença acidentário (B91); la permanente, evaluada por la pericia del INSS, puede dar lugar a la jubilación por incapacidad permanente o al auxílio-acidente, según el grado de la secuela.
¿El accidente de trabajo afecta el FGTS del trabajador?
No reduce el saldo ya depositado, y durante la licencia por auxílio-doença acidentário la empresa sigue obligada a depositar el FGTS con normalidad, a diferencia de lo que ocurre con el auxílio-doença común.
¿Por qué son importantes los exámenes médicos ocupacionales periódicos?
Permiten detectar a tiempo problemas de salud vinculados al trabajo y son una obligación del empleador según el Programa de Control Médico de Salud Ocupacional (PCMSO) que exige la NR-7.
¿Qué es el PCMSO?
Es el Programa de Control Médico de Salud Ocupacional, exigido por la NR-7, que establece los exámenes médicos de ingreso, periódicos, de retorno al trabajo, de cambio de tarea y de egreso.
¿Se puede despedir a un trabajador mientras está de licencia por accidente de trabajo?
No; el contrato queda suspendido mientras cobra el auxílio-doença acidentário, y está prohibido el despido sin justa causa en ese período y en los 12 meses posteriores al regreso.
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